terça-feira, 22 de março de 2011

Lembranças


No mar revolto em busca de um farol,
Eis que vi seu sorriso a iluminar minha esperança.
Na proa trago lembranças... ...Gravadas à fogo em mim
Trimo a bujarrona, reteso os estais de popa,
E vejo inflar a mestra com vento disforme do tempo
O meu curso já está traçado, neste mar impiedoso,
chocando com meu costado nos recifes da incerteza,
hei de tocar seu sorriso, mesmo que por breve segundo
Antes que a maré alta do acaso, me impeça dessa proeza.

Geraldo M. Macedo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A distância!

A distância é amarga, e é profunda esperança
Só quem é puro vive a distancia em plenitude
Por ela ser amarga e rude desconfiança
Estar longe é viver em espera, olhar pela janela,
Esperar em solidão sentimentos velado de esperanças
Dias de escuridão,
Chuvas intermináveis
Livros lidos em proporção
Olhares distantes e profundos
Buscas na escuridão


Geraldo M Macedo

Penso em você...

Penso em você penso que queria ter você

Em sua ausência sinto saudades de mim

Penso que de pensar estou cansado

Queria estar agora ao seu lado

E de estar cansado estou cansado

Cansado de pensar estar de lado

Ser alguém, subentende amar

Amar é estar alado

Você existe em mim assim como existo

Em ti minha existência é vaga

Viver é amar, e ser amado

Amar sendo alguém e estando ao seu lado

É como alçar um voo, sentir a dor e a alegria

Como se sente a primazia de viver encantado

Amando e sendo amado.

Geraldo M Macedo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pra uma amiga

Dificil é achar algo que esteja a altura de sua candura e delicadeza, moça de rara beleza a brincar com que é sagrado, sinto -me amado, a assim posso dizer que queria estar ao seu lado, mas faço pra ti esse mimo, para que sintas minha ternura por ti, mesmo estando distante, sentirás em ti o meu afago. beijos emprofusão.


Geraldo M Macedo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Solidão

Nas asas de um grande pássaro

Um dia voarei com certeza

E em nuvens de rara beleza

Encostarei mina face

Traga-me o odre de vinho,

Mas deixe-o do lado de fora

Em pranto beberei sozinho

Até que a tristeza vá embora

Já não me tenho em lucidez

Vago como um veleiro à deriva

Chocando contra minha sensatez

Naufragando em tua saliva

Olhe distante o poente

Sinta esta brisa, lá fora

Saiba que estarei presente

A cada manhã, que aflora

Geraldo Miranda de Macedo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Meu mais novo sentimento

Ao sentir teu corpo

Meu existir estremeceu,

Tocar-te, entrar dentro de ti,

Aninhar-me no seu existir

Porque me sinto tão feliz?

Se esse enlace não te toca?

Porque sentir que sou algo pra ti,

Se não te extasias no meu eu.

De mim, só fica em ti o sabor.

De ti fica em mim o rancor

Compara-me a tantos outros

Que esqueces que sou eu

Magoa-me por entregar-se a mim aos pedaços

Possuir-te por inteiro, é só para quem você ama

E esse feliz não sou eu,

Dissestes deitada comigo na cama

Parte de mim sucumbiu para sempre

Pedaços de mim se perdeu na tristeza

Há! Se soubesses que sou frágil como cristal

Há! Se pusestes em mim atenção

Em mim jamais causaríeis essa dor

A dor que em ti se funde em prazer e emoção.

Geraldo M. Macedo

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Para minha amiga Rachele

Não sei fazer grandes coisas, não sei dizer coisa inteligentes, não sei compor belas musicas nem cantar divinamente, na verdade sou comum, mas na essência posso dizer que sou autêntico e sincero, na minha sinceridade te desejo uma bela e produtiva existência, e que seus caminhos sejam iluminados como iluminado é o seu sorriso e que a beleza de sua face se espalhe por toda a sua existência, tornado seus dias mais belos!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O medo de amar

O amor tem muitas faces
nasce de um olhar
e se esconde num sorriso
o amor nos edifica
mas, derruba, destroi e fere,
amamos o que nos magôa
e magôamos...
mas é preciso amar
Não há substituto para o amor
os filhos crescem e se vão
amá-los é pra vida toda
mas o amor que temos pra nós
é dado com parcimônia
um pouco pra uma,
um pouco pra outra...
quanto mais damos,
mais temos pra dar
é cruel guardar-se pra si
roubamos de quem merece
um pouco de nós
mesmo quando, ao partir,
leve de nosso peito
um pedaço...

Geraldo M Macedo

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O assassino silencioso

O sentimento mais perigoso inútil e assassino, capaz de causar danos a saúde física e mental, nos acompanha desde a infância e se não o pudermos controlar certamente nos prejudicará. "O ciúmes é uma podridão para os ossos", diz as escrituras, pensadores como Lao Tsé dizia: " Ter ciumes não é garantia de que não serás traído, mas é garantia de que serás odiado".
Mas eu me pergunto porque sentimos ciúmes?
O ciúmes é como uma doença, aparece de repente e se não for diagnosticado e tratado evolui e por fim pode até matar, ou causar a morte de outrem, è difícil admitir mas o ciúmes é um problema de quem sofre e não de quem causa como somos levados a crer, nasce do fato de que somos criaturas egoístas e não podemos admitir mas queremos possuir pessoas como possuímos objetos e animais.
O mais curioso é que animais irracionais agem de maneira mais racionais nesse quesito que os humanos, muitos (assim como eu) tentam mascarar esse egoísmo com a palavra amor, mas é um esforço em enganar a si mesmo, trata-se de egoísmo que nos leva a odiar a pessoa que não pode e ou não quer ser controlada por nós, livrar-se disso é um processo, ás vezes pode ser resolvido por nós mesmos e ás vezes precisaremos de ajuda profíssional, depende de pessoa para pessoa, mas a verdade é que tem que ser resolvido assim como um câncer, uma pneumonia, uma doença grave qualquer, se não tratada pode causar a morte.
Certa vez ouvi uma frase sobre o ódio que pode ser aplicada ao ciúmes também: "Sentir ciúmes é como alguém que toma veneno e espera que a outra pessoa morra".
Geraldo M Macedo

domingo, 9 de maio de 2010

"Ser Mãe"

Minha homenagem a todas as mães inclusive a minha.
Que Deus a tenha.



Certa vez alguém
questionou a sua mãe.
Qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amara.
Ela, abrindo um sorriso, respondeu:
“Nada é mais volúvel
do que um coração de mãe”.
E como mãe lhe respondo:
O filho preferido, aquele a quem
me dedico mais de corpo e alma, é o que
está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que está nu, até que se vista.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que se casa, até que conviva.
O que chora, até que se cale.
E com o semblante bem
distante daquele sorriso, já
triste o seu olhar, completou com um suspiro:
O que já me deixou pela morte,
até que me encontre ao seu lado.


autor desconhecido

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dias de Chuva!




Nunca pensei que ia pensar tanto

Penso no mundo penso no canto
Canto o que penso e penso o que sinto
Mas não pensava tanto...

Pensei muito em ti, e agora que não está aqui
É que meus pensamentos são tantos
Tantos dias de chuva esquecidos
Tantos dias de apertos e abraços
Dias de mormaços...

A vida segue, os gatos vão embora
Sabem quando chega a hora
O que mais incomoda é saber
Pensar já não incomoda tanto!


Geraldo M. Macedo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bambu uma planta com significados filosóficos




O bambu segundo a filosofia chinesa nos ensina muitas coisas, quando plantado ele não aflora de imediato como as outras plantas, ele cresce primeiro dentro da terra em silêncio, criando enormes e profundas raizes se preparando para poder segurar suas astes que crescerão eretas finas e altas.
O bambu não se mistura com outras plantas, cesce no meio da vejetação mas sempre junto aos de sua própria familia, ele não desenvolve galhos, pois sua meta é o alto e ele cresce para o alto sem distrações, e sem incomodar o seus parentes que crescem ao lado.
O bambu é cheio de nós, sim ele não é cheio de si mesmo mas nós, e vazio de si mesmo esse fato o torna suficientemente forte e flexivel, não carrega em sua jornada peso em excesso, ser vazio de si é o segredo de sua força, permite que ele possa ser fino e forte para atingir grandes alturas enclinar-se à força do vento sem se partir, por fim quando maduro é uma dádiva em forma de planta com tantas utilidades que não caberia nessa singela descrição tamanha grandeza, de uma sebe de defesa a um talher de cozinha sua versatilidade é enorme.
Espero que apartir de agora saiba apreciar a lição do bambu, e quando vir uma moita de bambu possa lembrar de suas qualidades e quem sabe lembre-s de mim também!

domingo, 7 de março de 2010

Saudades de ti



Saudades de ti, pensamentos em você,
inquietações, murmúrios, gritos abafados
esperança na noite escura, resignação
e sentimento de perda e solidão
a sensação de que sei o seu gosto
mesmo sem nunca ter te tocado.

Amar e ser amado que sonho absurdo
Nunca se dará por inteiro
Enquanto um almeja o sol
 O outro sonha com a lua
Fico sempre deslocado

Numa busca por algo que nunca virá
Pois somente idealizado
Como algo que criado pelo sonho
Medonho sentimento
O amor compartilhado

É como sempre estar ao lado
Mesmo sem nunca ser amado
Amar e odiar sorrir, chorar
Correr, brincar e ficar cansado
Olhar-te indefinidamente sem jamais ficar entediado!


Geraldo M. Macêdo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dias insondáveis.


Na imensidão dos dias me confundo,
nas horas que se arrastam me abismo,
no conforto do meu âmago quero me deitar ,
mas as pessoas sabem que se assim o fizerem ficam loucas,
ou se ausentam da existência.
Sempre achei que existia uma busca,
sem ela não se justificaria a vida,
temo, que isso seja como tudo que vi e ouvi,
mais uma ilusão,
um subterfúgio capaz de dar o tom e a cor,
um sistema interno de defesa.
Sei que vim só, sei que irei só,
mas a solidão, me apodrece os ossos,
esconde-se nos abraços de falsos amigos,
na indiferença dos parentes que se distanciam
no sorriso falso dos que não sondaram meu ser.

Geraldo M Macêdo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pelo infinito.


Pelo infinito errante, sem norte sem roteiro
O que buscas pobre pássaro viageiro?
A terra está distante e o mato nebuloso,
A noite se expande pelo ar saudoso

O que queres? Não deixastes teu ninho na ribeira?
O que buscas pois, pela azulada esfera?
E viestes e cansastes, mas segue seu caminho,
É sina sua, vaguear sozinho?

Voa longe de casa, e vai só, a chorar,
Ah! Também vago longe do lar.
Errantes pelos mares, sem norte sem roteiro,
Como tu, pobre pássaro viageiro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O silêncio

Impuseram-me o silêncio e me pareceu um crime,
Gritei sem sucesso, esmurrei sem se quer ser ouvido;
Abismei-me no escuro do silencio, e ele tornou-se meu amigo
E no silencio criei minha esperança, que se fez luz,
Hoje me sinto confortável na escuridão, não tenho medo,
O que me foi imposto se tornou amigo, e viajo pelo silencio de mim mesmo,
Conheço-me e me resguardo no meu intimo, pois a imposição é dura, mas produz frutos, e o florescer é doloroso, mas necessário a quem busca o que de melhor existe em si mesmo.

Geraldo M. Macedo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Subjuntivo subjetivo.

Quando se...

Quando se sofre uma grande desilusão
Temos vontade de morrer
E acho que a gente morre...
...um pouco de fato
Morre aos pedaços

Quando se acha um fio de esperança
A vida renasce cresce
Como a florada no campo...
...emurchece e num relâmpago
O sorriso desvanece

Quando se pensa na razão de nossas vidas
Se questiona a existência
Nesse impasse inconsciente...
...entre o riso e a amargura
Se desfaz a esperança

Quando se enfrenta a vida crua
Sem mentiras aparentes
Somos sempre desprezados...
...como loucos desvairados
Morremos a cada instante


Geraldo Miranda de Macedo

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Efemero

"Efemera é a vida", nos escorre por entre os dedos
somos efemeros e não aceitamos; efemero é o outro
dizemos que isso ou aquilo é passageiro
quando nós é que somos efemeros como um sopro
passamos e nem mesmo vemos, somos pó
e dizemos que isso ou aquilo é efemero, não nos vemos
a cada dia somos menos, somos pouco a pouco menos
extinguimos na efemeridade de uma existência rota
na hora de viver, morremos. Na hora de morrer vivemos
somos um emaranhado de tristeza, sorrisos e lagrimas
dentro de um pedaço do tempo, na grandeza das horas
na imensidão do vazio dos dias, existimos por um instante
extinguimos.

Geraldo M Macedo

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Homenagem aos Professores & Minhas desculpas!


Sim tenho que me desculpar com todos meu amigos e leitores tanto os assíduos como os ocasionais, eu me propus a escrever esse blog e parei de fazer em função de complicações de ordem pessoal, meu filho mais velho se internou em uma clínica de recuperação e isso me abalou profundamente, sempre tive boa comunicação com meu filho e mesmo assim não fui capaz de incutir em sua mente o perigo e o dano nocivo que traz o uso de drogas! Mas assim como ele estou retomando, me dando uma nova chance, renascendo e peço que me desculpem pela fraqueza e pela ausência.
Amanhã será o dia do professor, esse importante formador de profissionais de nossa sociedade, todo o meu respeito e admiração a vocês que heroicamente fazem do hoje um dia melhor sem receber o reconhecimento financeiro e académico, meus sinceros votos de uma nobre luta pelo amanhã e de realizações pessoais com abundância de alegria, saúde e fé.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De minha amada filha

Linda como uma flor no corpo

sincera como uma criança

e inocente como o vento

e, a vida é o meu sonho

e a flor nascendo

a grama crescendo

as rosas florescendo

a noite acabando

e tudo se começa de novo

a flor nasce

a grama cresce

as rosas florescem

e todos se esquecem

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pequenos versos de minha filha 3

Dia e noite
Branco como a nuvem
Azul como o céu
Laranja como o sol
Uma borboleta perfeita
O sol brilha
O céu azulado
A nuvem branquinha, branquinha
E meu coração batendo forte
Que olho para o céu

Pequenos versos de minha filha 2


Um dia assim
Uma noite diferente
O sol abrindo
E minha vida está contada
Asas de pombos
voando pelo ar
eu quero ver você
eu quero ter você
O dia se abre como ele se fecha
A gente morre como a gente nasce
E a noite está se acabando
E o dia só esta começando

Pequenos versos de minha filha


O som do mundo
O som do meu mundo
O meu pensamento
É o tom que ouço
Estou no mundo
Estou no meu mundo
Meu coração
Minha vida está no final e
A vida de outros está no começo
Eu so deixarei uma vaga
Pra mim não é nada

domingo, 16 de agosto de 2009

Sou sempre só



Eu sempre estive só;

Eu viajo no mundo

Com a idéia de ser alguém;

Mas eu sempre estive só.

Na multidão a solidão é mais

intensa , é mais cruel

Na multidão a solidão é menos

tensa, é como um véu.

Viver só é uma sina,

Não sei bem como termina

Nem sei ao certo se o

inicio já se fez

sou só; sempre só,

vez após vez


Geraldo M Macedo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O silêncio


Recebi um e-mail falando da necessidade do silêncio em uma relação, sinceramente me preocupei muitíssimo. O silêncio tem sua hora e sua necessidade mas numa relação entre duas pessoas que se amam a comunicação é deveras de importância maior, na mensagem o orador alega que como os lobos o melhor é manter-se em silêncio e o compara a uma galinha, isso é para mim uma falácia pois não há comparação entre o comportamento de lobos e de galinhas, mas da maneira com que se coloca faz com que pessoas queiram se parecer com lobos. O ser humano é incomparavel em sua linguagem corporal e vocalmente capaz de coisas muito além de um relacionamento baseado em hierarquia, somente um estudioso do comportamento animal saberia o quanto essa comparação está a quem de satisfazer os desejos tão complexos quanto os nossos. Silenciar está mais próximo para mim de acovardar-se, omitir-se, entrincheirar-se, roubar o direito que o outro tem de ouvir.
Nesse e-mail o orador compara uma pessoa que se cala com uma que vocifera, como se o oposto de silenciar fosse vociferar, podemos dar respostas a todas as perguntas de forma amorosa, nada nos impede de sermos amáveis e ao mesmo tempo que respeitamos o direito a verdade que todos deveriam ter, sem hipocrisia sem, subterfúgios sem dissimulações sórdidas.

domingo, 19 de julho de 2009

Simplicidade parte 2.



A história? É só o passado o que nela se lê!
E ha profeta que o nó do futuro desfaça?
Falemos do presente, em que a vida se passa,
sem responder ao "De Onde", ao "Para Onde"
e ao "Por quê".


Chien Chiju




A simplicidade!



Cedo emurchece o p'u, débil junco apendoado.
Veloz, leva a torrente o barco já avariado.
O salgueiro a oscilar, indaga com espanto:
"Homem soberbo e vão, por que te apressas tanto?"

Na estrada de Chang-an inúmeros passaram
e, ano após ano, como a relva, se crestaram.
Sempre a esta margem torno e te acho cada vez
mais velho, ó velho bordo, e mais velho me vês.

Liu Chienfu


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um pouco do que sou.



Pelo infinito errante
sem norte sem roteiro
O que buscas pobre pássaro viajeiro?
O terra está distante
e o mato nebuloso
a note se expando pelo ar saudoso.
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O que queres?
Não deixastes teu ninho na ribeira?
O que buscas pois, pela azulada esfera?
E viestes e cansastes,
mas, segue seu caminho.
É sina tua vaguear sozinho?
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Voa longe de casa...
...e vai só a chorar. Ah,
também vago longe do lar.
Errante pelos mares, sem norte sem roteiro.
Como tu pobre pássaro viajeiro.